Projeções económicas (Portugal)

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O Banco de Portugal (BP) na reapreciação das análises para 2021 defende que o ritmo da economia portuguesa é inferior ao previsto pelo Governo e, tal trajetória prolongar-se-á até 2023. O diferencial das projeções para 2021 é 1,5%, pois enquanto o BP defende uma variação de 3,9% o Governo estima 5,4%.

No ciclo da segunda vaga da pandemia, a autoridade monetária considera que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 será 8,1% fruto de dois fatores opostos: i) recuperação do terceiro trimestre; e, ii) resultado das medidas de contenção da segunda vaga. Contudo, estima uma melhoria no próximo ano com subida de 3,9%, 4,5% em 2022 e 2,4% em 2023; No ciclo da segunda vaga da pandemia, a autoridade monetária considera que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 será 8,1% fruto de dois fatores opostos: i) recuperação do terceiro trimestre; e, ii) resultado das medidas de contenção da segunda vaga. Contudo, estima uma melhoria no próximo ano com subida de 3,9%, 4,5% em 2022 e 2,4% em 2023; admitindo um condicionamento até ao terminus do primeiro trimestre e resultados práticos de uma solução médica eficaz.

Para o BP as políticas nacionais e internacionais “vão continuar a ter um papel fundamental na recuperação e resiliência da economia nacional, devendo promover a retoma do investimento e a correta afetação de recursos”. E, se o confinamento se estender até ao primeiro semestre, o valor para o crescimento da economia nacional poderá ser apenas 1,3% em 2021, 3,1%, em 2022 e se mantenha em 2023.

Perante o segundo cenário, recuperação fraca e prolongada, os “custos de financiamento dos agentes privados” e o impacto no mercado de trabalho (desemprego de 10% em 2021) será elevado. Todavia, perante crise económica mais moderada, a projeção é superior à prevista pelo Governo em 2021: 5,9%, 4,8% em 2022 e 2% em 2023. Tal deriva de uma hipótese mais favorável do surto pandémico, com óbvios reflexos positivos “na confiança dos agentes, levando a uma recuperação do consumo privado e do investimento no curto prazo superior à subjacente ao cenário base”.

Assim, “as exportações beneficiam de uma procura externa mais favorável”, podendo a economia estar próxima dos valores ex-ante Covid 19 no início de 2022 (ganho temporal de um ano face ao cenário base. Todavia, o boletim do BP, afirma que o índice económico esperado seria inferior ao projetado há um ano.