Consumo pandémico explica o comportamento dos mercados?

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Os mercados incorporam especulação de forma mais ou menos notada e, o comportamento recente das matérias-primas e materiais preciosos é pouco vulgar. Será uma consequência do perfil de consumo das pessoas no período pandémico?

A verdade é que a pandemia provocou mudanças nos hábitos de consumo (dinâmica ambivalente). O comércio digital incrementou-se e a produção local ganhou importância fruto de uma maior consciência das pessoas sobre o preço dos produtos e sua origem. Estas tendências foram identificadas em múltiplos estudos longitudinais e em diferentes geografias.

Senão vejamos:

  • comércio online
    • 15% dos compradores revelaram ter adquirido produtos pela primeira vez
    • consumidores mais experimentados neste canal aumentaram significativamente o seu número de interações
    • uma em cada três famílias aumentou os gastos, assim como, acredita que as suas compras online aumentem no futuro
    • 40% das famílias revelaram consciência face à sustentabilidade, tendo 45% crianças
    • 38% dos consumidores revelaram intenção de continuarem a adquirir online
  • consciência ambiental
    • fruto da perda de rendimento em 45% dos casos e 26% a estimar que ocorra no futuro, o pessimismo sobre recuperar a economia a curto prazo é elevado
    • preocupação revelada por 72% dos inquiridos sobre continuidade do surto(s) e respetivo(s) confinamento(s), logo 68% refere tomar mais cuidado com os preços e condições de pagamento
  • comprar localmente
    • 65% das pessoas responderam adquirir bens e serviços do seu próprio país e, a percentagem atinge 79% quando se fala em sustentabilidade
    • 42% dos consumidores prestam agora mais atenção à origem dos produtos e, no caso de famílias com crianças o valor é de 52%
    • um em cada quatro consumidores considera que as marcas devem relocalizar a produção no seu país (melhoria da atividade económica e menores riscos de segurança)

Nesta dinâmica é normal que estratégias de preço, promoção e valor acrescentado sejam críticas para as marcas; sendo obrigatório, que a experiência do consumidor no comércio eletrónico seja ótima. E, o sucesso dependerá da agilidade e criatividade da resposta face a concorrentes D2C (Direct to Consumer) emergentes; logo, explorar oportunidades em matérias-primas será a chave do sucesso para empresas e os consumidores vão procurar investir as suas poupanças de forma segura.